18 de SETEMBRO de 2026
Marcus Montenegro vive um momento marcante em sua trajetória dedicada à arte e à formação de novos talentos. À frente do projeto “Ser Artista”, que reúne diversas iniciativas voltadas ao universo artístico, o agente celebra três conquistas significativas: o reconhecimento da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, o início de uma nova temporada do curso Ser Artista na Casa das Artes de Laranjeiras e a marca de 100 episódios do podcast Marcus Montenegro em Ser Artista.
No dia 25 de setembro, às 14h, Montenegro será agraciado com o Conjunto de Medalhas de Mérito Pedro Ernesto, em cerimônia no Salão Nobre do Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara Municipal do Rio. A homenagem, proposta pelas vereadoras Tatiana Roque e Joyce Trindade, destaca a relevância do trabalho desenvolvido por meio do projeto “Ser Artista” e sua contribuição para a cultura e a formação artística na cidade.
A premiação chega em um momento em que Marcus amplia justamente uma das frentes que considera fundamentais em sua trajetória: a formação de novos profissionais. Em parceria com André Arteche, ele prepara uma nova temporada do Curso Ser Artista, na Casa das Artes de Laranjeiras, com aulas entre 6 de outubro de 2026 e 20 de abril de 2027.
A proposta reforça uma visão que acompanha o trabalho de Montenegro há anos: a de que ser artista vai muito além do talento e envolve preparação, consciência, conhecimento e disposição para compreender o próprio ofício.
Esse olhar também está presente no podcast “Marcus Montenegro em Ser Artista”, que chega ao seu 100º episódio com uma convidada especial: a atriz e diretora Leona Cavalli. Em uma conversa que percorre arte, carreira, autoconhecimento e os desafios da profissão, Leona fala sobre algumas das experiências que transformaram sua maneira de atuar. “O autoconhecimento do ator é muito importante”, afirma a atriz.
Ao relembrar sua experiência interpretando no teatro a vida de Cacilda Becker, uma das maiores referências da dramaturgia brasileira, Leona conta que o processo também proporcionou uma nova consciência corporal. Dirigida por uma bailarina de grande renome, ela passou a trabalhar não apenas músculos e movimentos, mas também o “osso”, o ritmo e a percepção do corpo em cena. A atriz também destaca uma transformação provocada pela televisão em sua relação com a interpretação. “Com a televisão eu aprendi a ter mais prazer com coisas do cotidiano e isso foi uma libertação”, revela.
Durante a conversa, Montenegro ressalta justamente a versatilidade da atriz, lembrando que Leona transita do clássico à comédia com a mesma eficiência e prazer. O diálogo também aborda um tema delicado dentro da própria classe artística: os preconceitos existentes entre profissionais e o impacto que eles podem provocar na trajetória de atores.
Para Leona, enfrentar esses julgamentos é também uma possibilidade de transformação. “É no salto da pedra do preconceito que está a grande libertação da arte. A renovação.” Em outro momento, ela amplia a reflexão sobre o papel da arte e do próprio ator diante da condição humana: “A arte cura através do amor, por todas as faces da condição humana. Mas, para atuar, é preciso estar pronto a interpretar qualquer pessoa publicamente e sem julgamento.”
A relação da atriz com o universo criado por Montenegro também ganha espaço na conversa. Leona relembra o privilégio de ter interpretado, no palco, algumas das grandes damas do teatro e da televisão brasileira no espetáculo Ser Artista. Segundo ela, aceitar representar essas mulheres foi motivado pela admiração por cada uma delas, por já ter trabalhado com algumas e também pelo amor de Montenegro por essas personalidades e pela história da televisão brasileira. “O espetáculo me tocou profundamente. Eu ainda tive o prazer de ser dirigida pela Beth Goulart e dividir o palco com Anderson Müller.”
A participação de Leona no centésimo episódio resume, de certa forma, a proposta do podcast: colocar em primeiro plano histórias, experiências e pensamentos de profissionais que ajudam a construir a arte brasileira.
Entre a homenagem institucional, a continuidade do trabalho de formação e a celebração dos 100 episódios do podcast, Marcus Montenegro consolida uma atuação que vai além da representação de artistas. O projeto “Ser Artista” passa a ocupar também o espaço da formação, da memória e da reflexão sobre o próprio fazer artístico.
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