09 de NOVEMBRO de 2025
Carioca, nascido em 5 de junho de 1974, o cantor Márcio Gomes conquistou desde cedo a admiração do público com seu timbre marcante e ampla extensão vocal. Aos 15 anos, já encantava plateias em suas primeiras apresentações e logo passou a integrar o Teatro de Ópera do Rio de Janeiro (TORJ).
Embora tenha iniciado sua trajetória no canto lírico, foi ao se voltar para a música popular brasileira, que sua carreira ganhou força e direção profissional. Em 1997, Márcio estreou uma série de shows em casas noturnas, clubes e teatros do Rio de Janeiro, conquistando, naquele mesmo ano, o I Festival de MPB do Clube Militar do RJ. Poucos anos depois, em 2001, venceu o IV Festival de Serestas Sílvio Caldas, promovido pela UNIGRANRIO, na cidade de Conservatória.
Com talento e carisma, construiu uma sólida base de fãs e foi acolhido por ídolos da Era do Rádio, que o reconhecem como o herdeiro legítimo de um estilo de canto clássico e emocional, “a voz que dá continuidade”, como costumam dizer.
Ao longo de 27 anos de carreira, Márcio Gomes lançou oito álbuns e dois DVDs, além de inúmeras participações em projetos especiais. Entre seus reconhecimentos, destaca-se a indicação ao Grammy Latino pelo CD Herivelto Martins – 100 anos.
Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória foi a gravação do álbum “Duetos de Amor”, em parceria com a lendária Bibi Ferreira. A colaboração se estendeu ao espetáculo “O Fado e o Tango”, criado sob supervisão da própria Bibi, que percorreu diversos teatros brasileiros e encerrou sua temporada com casa lotada no histórico Canecão, no Rio de Janeiro.
A voz de Márcio ultrapassou fronteiras. O artista já se apresentou em Portugal, Espanha, Chile e Argentina, em destaque para o duo com o pianista João Carlos Assis Brasil, com quem realizou uma série de apresentações em capitais brasileiras e internacionais.
Em 2014, criou o espetáculo “Eternas Canções”, no Imperator – Centro Cultural João Nogueira, no Rio de Janeiro. O show se tornou um fenômeno de público e crítica: permaneceu seis anos em cartaz ininterruptos, com cerca de 100 mil espectadores, um recorde de permanência no teatro.
Seu talento singular já lhe rendeu elogios contundentes. O escritor e dramaturgo Agnaldo Silva o definiu como “não é o cantor da grande mídia, é o cantor do grande público”, após assisti-lo e entrevistá-lo.
Durante a pandemia, em um momento de isolamento e incerteza, Márcio protagonizou uma das cenas mais simbólicas do período: foi o primeiro artista a cantar da janela de casa, emocionando vizinhos e internautas com uma versão de “Ave Maria”, que rapidamente viralizou nas redes sociais dentro e fora do Brasil.
Em novembro de 2024, o cantor integrou o elenco estelar da ópera-tango “Maria de Buenos Aires”, no Theatro Municipal de São Paulo, sob a direção musical e regência do maestro Roberto Minczuk.
Com credibilidade reconhecida tanto pelo público quanto por seus pares, Márcio Gomes segue fiel à sua intuição artística e à missão de preservar a tradição da canção brasileira. O jornalista e pesquisador musical Ricardo Cravo Albin resume seu legado com precisão ao chamá-lo de “O Novo Rei da Voz”.
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