04 de JUNHO de 2025
Nesta quarta-feira, 04/06, A DJ Juliana Maddeira, vítima de queimaduras de terceiro grau após um grave acidente, usou sua voz para denunciar uma grave irresponsabilidade exibida ao vivo no programa Encontro da Rede Globo. Durante uma entrevista com o ex-zagueiro da seleção brasileira Lúcio, que contou ter sido salvo ao ser jogado na piscina para apagar as chamas, Juliana não poupou críticas: "Isso é repugnante e perigoso." Relembrando, Juliana teve 10% do seu corpo queimado após um acidente com uma panela de fondue em junho de 2022. Com queimaduras de 3º grau, ficou 40 dias internada e precisou passar por 21 cirurgias.
O ex-zagueiro da seleção brasileira Lúcio compartilhou com seus seguidores as queimaduras sofridas em acidente com uma lareira ecológica. Ele teve ferimentos em 18% do corpo e ficou hospitalizado em Porto Alegre.
Juliana afirma categoricamente que colocar queimados em uma piscina repleta de cloro e bactérias é uma atitude potencialmente fatal. "Minha experiência mostra que a imersão em água de piscina pode piorar o quadro, aumentando o risco de infecção e até levando à morte. Queimaduras abrem feridas profundas que, se expostas a agentes infecciosos que EXISTEM dentro de uma piscina, podem provocar sepse, um quadro gravíssimo", explica.
Ela ainda reforça: "No meu caso, a melhor saída foi correr ao chuveiro para apagar as chamas. Segurança é prioridade em situações assim. Jogar queimados em uma piscina não só é um mito perigoso, como também um erro gravíssimo. O programa teve uma irresponsabilidade enorme ao aprovar e transmitir essa ideia ao vivo." Lamenta a falta de responsabilidade do programa e faz um apelo: "Nunca, em hipótese alguma, coloque alguém nessas condições em uma piscina. A orientação correta é sempre procurar ajuda médica e usar água corrente ou panos, que é uma medida segura e eficaz. Acreditem, a vida de uma pessoa depende dessas ações."
Juliana finaliza com um alerta: "Apenas aqueles com conhecimento técnico e formação adequada podem aconselhar sobre procedimentos de emergência. A sociedade precisa de informação correta, especialmente quando vidas estão em risco. A prática de jogar queimados na piscina é um risco potencialmente fatal, e o programa Encontro deveria se envergonhar de ter exibido essa falha grotesca na TV ao vivo."
De acordo com a Dra. Tayná Nery, responsável por sua reabilitação, “apagar o fogo se lançando em uma piscina não é, de forma alguma, a melhor solução. Na verdade, essa atitude pode ser bastante arriscada, especialmente considerando as queimaduras já provocadas pelas chamas. A água da piscina, normalmente fria, pode agravar essas lesões, intensificando os danos à pele, além claro, da exposição maior as bactérias presentes ali. Além disso, o tipo de substância envolvida no incêndio é um fator determinante. No caso da paciente Juliana, por exemplo, o fogo teve origem em uma explosão envolvendo óleo. Nessa situação, o contato da água com alcool em gel no corpo pode provocar microexplosões, aumentando ainda mais o risco de ferimentos. Embora a água possa, de certo modo, reduzir o acesso do fogo ao oxigênio, não se pode considerá-la a melhor alternativa para conter as chamas”.
Ela continua: “Em casos de explosões, a conduta mais segura e recomendada é deitar-se no chão e rolar, a fim de abafar as chamas. Outra opção seria utilizar cobertores ou panos grossos para ajudar a conter o fogo. Além disso, é fundamental acionar o socorro médico imediatamente, uma vez que queimaduras exigem avaliação e tratamento especializados o quanto antes”.
Veja abaixo, as fortes imagens, a gravidade das queimaduras e fotos atuais de Juliana.
VEJA TAMBÉM
Fondazione Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti inaugura o PM23, novo espaço de exposição em Roma
NOSSAS CAPAS
ACOMPANHE O DIA E A NOITE DOS FAMOSOS PELO NOSSO INSTAGRAM