10 de MARÇO de 2025
No ar na novela da Rede Globo “Volta por cima”, Gil Hernandez vive o personal trainer Rafa, um cara gente boa demais, segundo o próprio ator. “Eu acho que, na sua essência, o Rafa é muito bacana. Sabe aquelas pessoas super do bem? Ele é um cara desse tipo. É correto, engraçado, gentil, proativo”, define ele, que, por sua ótima atuação e evolução do personagem, acaba de assinar um contrato com a emissora para gravar até o fim da novela.
Gil, assim como o seu personagem, ama praticar esportes. “No caso, o Rafa é um personal trainer, deve ter feito educação física. E eu me considero um atleta amador, sempre fui. Desde os meus 7, 8 anos de idade, eu sempre pratiquei todos os esportes, fazia tudo: jogava bola, handball, basquete, vôlei, pingue-pongue, tênis, futebol de praia, enfim, eu tenho uma cultura esportiva”, enumera ele, que segue se exercitando: pratica tênis e boxe três vezes por semana, corre e pedala 30 quilômetros semanalmente, faz natação, além de balé e alongamento. Ufa!
Na trama das sete, Rafa está envolvido com a também personal Miranda (Gabriela Dias), quem ele descobre que usa esteroides anabolizantes e recomenda para os alunos. “Ele gosta da Miranda e ele se dispõe a descobrir a verdade, e descobre. Mas o intuito dele é ajudá-la e, não, descartá-la nem fazer com que ela seja demitida da academia onde os dois trabalham. É mais para dizer: ‘não faz isso, bicho, você não precisa disso’. O Rafa é parceiro”, enfatiza ele, que também está no ar na reprise de “Malhação – Casa cheia” (2013), no Canal Viva, como o hondurenho Hernandez, padrasto do protagonista e do antagonista, vividos por Gustavo Falcão e Gabriel Leone, respectivamente. Aliás, um folhetim que lembra com carinho e saudades.
“Foi incrível! O personagem se chamava Hernandez, meu mesmo sobrenome; a novela fala de imigração, meu pai é venezuelano, minha mãe e meu irmão moram em Miami (EUA); e eu nasci no Rio, mas me alfabetizei na Venezuela. Enfim, tudo a ver com a minha vida e, na época, eu propus uma prosódia, que super aceitaram. Os autores escreviam em português e eu fazia a prosódia, eles me deram a total liberdade de criar a prosódia, o portunhol. Eu recebi muitos elogios por esse papel. O Dennis Carvalho, que era o diretor geral de núcleo na época, gostou, todos vinham falar comigo. Esse foi o primeiro papel de destaque que eu tive”, aponta ele, que foi pré-indicado ao Prêmio Contigo de TV como Ator Coadjuvante por esse papel.
Um pouco mais sobre a sua carreira: teatro, cinema e TV
As artes cênicas chegaram em sua vida inesperadamente. “Eu brinco que a arte chegou para mim de uma forma meio inusitada, porque a minha família era toda voltada para o esporte e para a música. A minha mãe namorava um ator, eu fui vê-lo numa peça e fiquei enlouquecido com o teatro. Ali, eu mudei radicalmente, fiquei encantado e descobri que eu queria ser ator, e comecei a estudar”, lembra ele, de 55 anos, que é casado há 21 anos com a artesã e artista plástica Melissa Andersen, com que tem as filhas Manuela, de 16 anos, e Helena, de 12.
Fora da telinha, o ator estava em cartaz, recentemente, em dois espetáculos de teatro elogiados e que devem reestrear em breve nos palcos: o monólogo “Boy”, em que interpretava um garoto de programa, que se assume gay, tendo ainda como pano de fundo os anos 90, a era Collor (Fernando, ex-presidente do Brasil) e a chegada do HIV no Brasil; e a peça “O Homem Cordial”, na qual ele encarnava um deputado de ultradireita, que, na noite de Natal, bate à porta de um vizinho da sua ex-mulher, onde mora um padre em crise existencial.
Em mais de 20 anos de carreira, Gil Hernandez traz em sua bagagem trabalhos na TV, no teatro, no cinema e na publicidade. Apresentou programas na Net TV, TV Senac e Sport TV. Já fez mais de 300 filmes publicitários e é mestre de cerimônias em eventos de companhias nacionais e internacionais. Na televisão, ele participou das novelas “Reis” (Record, 2023); “Salve-se quem puder” (Globo, 2020); “Apocalipse” (Record, 2017), “Desejo proibido” (Globo, 2008); “Floribella” (Band, 2005), entre outras. No teatro, fez os espetáculos “Barrela”, “A Flor e o Bardo”, “Os últimos remorsos antes do esquecimento”, “Feliz por nada”, “O homem mais inteligente da história”, entre outros; e na telona, participou dos filmes “Divã” (2013) e ”A dona da história” (2004).
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