Ator paraense Phellipe Marques revela surpresa ao descobrir quem ficou com papel que ele queria em série

“Sair da Amazônia para buscar espaço no audiovisual nunca foi simples. Por isso, cada projeto tem um significado especial”

18 de JUNHO de 2026

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Ator paraense Phellipe Marques revela surpresa ao descobrir quem ficou com papel que ele queria em série

Após estrear em ‘Homem em Chamas’ e integrar nova produção nacional da Netflix, Phellipe Marques relembra encontro inesperado com Iran Meu Nego e conta a inusitada situação de descobrir que Iran foi aprovado justamente no teste em que ele foi rejeitado.

A carreira do ator paraense Phellipe Marques vive um momento de expansão. Natural de Belém, ele acaba de estrear na série internacional ‘Homem em Chamas’ (Man on Fire), lançada mundialmente pela Netflix em 30 de abril de 2026, e também integra uma nova produção dramática brasileira da plataforma, ainda sem título oficial definido.

Um dos episódios mais curiosos dessa fase, porém, não aconteceu diante das câmeras. Surgiu durante as gravações da série nacional, quando ele descobriu que um papel que desejava muito acabou ficando com o ator e ex-BBB Iran Gomes, conhecido como Iran Meu Nego, seu parceiro de cena na produção.

A série, que reúne nomes como Marieta Severo, Alice Wegmann, Nanda Costa e José de Abreu, está atualmente em fase de pós-produção.

Durante uma conversa descontraída entre uma gravação e outra, os dois perceberam que haviam participado do mesmo processo seletivo.

Foi muito engraçado. A gente estava conversando durante o almoço e ele comentou que tinha gravado uma cena na Sapucaí. Na hora eu falei: ‘Cara, eu também fiz esse teste’. Eu tinha ficado chateado por não ter passado, porque sentia que tinha feito um bom teste”, relembra Phellipe.

A surpresa veio quando Iran revelou que havia sido ele o escolhido para o papel. “Quando ele contou que tinha passado, eu pensei: ‘Então foi você!’. Naquele momento, tudo fez sentido. Era um personagem que tinha muito a ver com o perfil dele: um cara alto, forte, com uma presença muito marcante. Quando você não conhece quem ficou com o papel, a frustração é uma coisa. Mas, quando conhece a pessoa e percebe que ela merece, o sentimento muda completamente.”

Segundo o ator, a experiência serviu para reforçar uma das principais lições da profissão. “A gente faz muitos testes e nem sempre entende por que não foi escolhido. Às vezes, não é uma questão de talento, mas de perfil. Quando conheci o Iran, vi um profissional extremamente generoso e fiquei feliz por ele. Depois, ele também comemorou minhas conquistas. Foi uma troca muito bonita.”

ESTREIA INTERNACIONAL

Enquanto relembra o episódio com bom humor, Phellipe celebra sua participação em ‘Homem em Chamas’, adaptação seriada dos romances de A. J. Quinnell que inspiraram o clássico filme ‘Chamas da Vingança’, estrelado por Denzel Washington em 2004.

A produção estreou globalmente pela Netflix em abril deste ano e representa um dos trabalhos de maior alcance internacional da carreira do paraense. “Participar de uma produção desse tamanho foi uma experiência transformadora, uma verdadeira virada de chave. Você passa a compreender outras dinâmicas de mercado, outras formas de produção e percebe que está inserido em um universo muito maior.”

NOVA APOSTA NACIONAL

Além da série internacional, Phellipe também integra uma nova produção dramática da Netflix dirigida por Mauro Mendonça Filho. Na trama, ele interpreta um policial civil que surge em um momento decisivo da narrativa, participando de acontecimentos centrais que impactam diretamente os protagonistas.

Com roteiro de Diane Maia e Mirna Nogueira, a série mistura drama, suspense e conflitos familiares e está em fase final de pós-produção.

Para o ator, a sequência de trabalhos representa a consolidação de uma trajetória construída desde os tempos de teatro em Belém. “Sair da Amazônia para buscar espaço no audiovisual nunca foi simples. Foram muitos testes, muitos ‘nãos’ e muita persistência. Por isso, cada projeto tem um significado especial.”

Hoje, ao olhar para trás, ele enxerga até mesmo as rejeições como parte fundamental do caminho. “Se eu tivesse passado naquele teste que o Iran fez, talvez não estivesse vivendo outras experiências que vieram depois. Na nossa profissão, muitas vezes, o ‘não’ também está apontando para o lugar certo.”

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