Luiz Alberto entrevista Zezé Polessa

A atriz desembarca em São Paulo com o espetáculo ‘Os Olhos de Nara Leão’

21 de SETEMBRO de 2025

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Luiz Alberto entrevista Zezé Polessa

Nossa capa e entrevista especial deste domingo É com Zezé Polessa, uma das atrizes mais respeitadas e versáteis do teatro, cinema e televisão brasileira. Sua carreira atravessa décadas e gêneros. Nascida no Rio de Janeiro em 1953, Maria José de Castro Polessa chegou a se formar em Medicina, mas foi nos palcos que encontrou sua verdadeira vocação. Desde sua estreia profissional em Drácula (1973), nunca mais deixou de encantar o público com sua entrega e inteligência cênica.

No teatro, construiu uma trajetória sólida e premiada, com destaque para montagens como A Mulher que Matou os Peixes, Não Sou Feliz, Mas Tenho Marido e Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?, pelas quais foi indicada ao Prêmio Shell. Sua capacidade de transitar entre o drama profundo e a comédia afiada tornou-se uma marca registrada.

A atriz desembarca em São Paulo, em 10 de outubro, para temporada com o espetáculo ‘Os Olhos de Nara Leão’ no Teatro Renaissance. Te convido a assistir ao papo com nosso editor Luiz Alberto, ouvir suas histórias da carreira e do tributo à ‘Musa da Bossa Nova’!



MAIS SOBRE ZEZÉ POLESSA

Na televisão, Zezé estreou em 1985 e logo conquistou espaço em novelas e minisséries. Entre seus papéis mais lembrados estão:

Quem não se lembra de Dona Neném em Hilda Furacão (1998), que lhe rendeu aclamação da crítica, Magnólia Teixeira em Império (2014) - uma figura excêntrica e inesquecível e Edinalva Ferreira, mãe da protagonista em A Força do Querer (2017), que misturava humor e emoção com maestria? E mais recentemente, Cândida em Amor Perfeito (2023), reafirmando sua força como atriz madura e refinada.

No cinema, também brilhou em filmes como Achados e Perdidos (2006), O Bem-Amado (2010) e Irmã Dulce (2014), mostrando sua habilidade de compor personagens complexos e humanos.

Zezé Polessa é uma artista que desafia rótulos. Com sua voz firme, olhar expressivo e domínio técnico, ela transforma cada papel em uma experiência memorável. Seja interpretando uma mulher comum ou uma figura histórica, sua presença em cena é sempre um convite à reflexão e à emoção.

Zeze Polessa - Revista Portfolio (1)

ZEZÉ POLESSA EM ‘OS OLHOS DE NARA LEÃO’

O musical solo ‘Os Olhos de Nara Leão’ estreia em São Paulo no dia 10 de outubro, no Teatro Renaissance, no ano em que se completam 60 anos do lançamento do icônico disco do Show Opinião.

Nara Leão é um ícone para se entender a música, a cultura e a sociedade brasileira dos anos 60, 70 e 80. Suas atitudes pioneiras e revolucionárias se refletem em um repertório absolutamente singular e marcam uma trajetória que reverbera mesmo após três décadas e meia de sua partida.

‘Os Olhos de Nara Leão’, montagem que agora estreia em São Paulo, é fruto do arrebatamento causado pela cantora em Zezé Polessa, que partilha o desejo de revivê-la nos palcos tendo ao seu lado, na autoria e direção do espetáculo, o amigo Miguel Falabella, parceiro em uma série de projetos teatrais. A peça chega à capital paulista após exatos 60 anos do lançamento do Show Opinião, considerado pela crítica especializada um marco na história cultural brasileira.

Zezé Polessa cresceu ouvindo e acompanhando a carreira de Nara através dos discos e dos muitos sucessos apresentados em festivais na TV. Durante a pandemia, ao ler uma biografia da cantora, iniciou uma profunda pesquisa que originaria sua próxima personagem. Existe vasta documentação impressa da vida e obra de Nara Leão.

Ao comentar seu desejo de interpretar Nara durante uma conversa com Miguel Falabella, ele imediatamente aceitou escrever o texto. Em apenas uma semana juntos, ainda em meio à pandemia, a primeira versão do espetáculo começou a ganhar forma.

MOMENTOS E CANÇÕES

No espetáculo, Nara está em cena como se tivesse vindo de algum lugar do futuro – ou do passado – para compartilhar com o público suas lembranças e reflexões. O texto, construído em fluxo de consciência, relembra momentos e canções da artista sem seguir uma cronologia formal – um reflexo da liberdade de Nara como artista e mulher.

Zezé Polessa tem experiência em musicais e destaca que o maior desafio foi selecionar o repertório. “As canções de Nara me acompanham há muito tempo, eu já sabia as letras de boa parte. Agora, o desafio foi escolher o que entraria, já que ela gravou tanto e com tanta relevância”, afirma a atriz.

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FICHA TÉCNICA

Foto: @priscilaprade l Criação e Edição: @luizalbrtoportfolio e @giovannialbinofoto

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