29 de JUNHO de 2025
Por anos o “quarteto fantástico” (futebol, vôlei, basquete e handebol) dominou os esportes nas escolas, mas isso está mudando. Algumas escolas tem apresentado outras modalidade, pois entende-se que para a formação integral de um aluno, é necessário ampliar as opções de desafios motores. “O medo de altura nunca aparece numa partida de futebol”, explica Denis Prado.
Quando a gente pensa nas inteligências múltiplas (Gardner, 1983) os esportes de aventura tem muito a ensinar como por exemplo a “Inteligência Espacial”, em uma aula de leitura de mapas e orientação por bússolas, os alunos vão percorrendo pela escola através das coordenadas (azimute), “nessas aulas a gente incrementa a tecnologia, pois os alunos ao chegarem em alguns pontos, deparam se com o QR Code, que os levam para um vídeo no youtube, com um link protegido com uma senha, e essa senha é a sequência de letras e números que eles encontraram até ali, quando eles digitam na sequência certa, o arquivo abre e mostra o próximo local da atividade” explica Denis Prado, professor de educação física e especialista em esportes de aventura. Um outro ponto interessante dessas atividades, é que elas não precisam de uma quadra para acontecer, pode ser no pátio do colégio, no refeitório, na cantina... Ou em qualquer lugar.
Outras modalidades como bicicleta, skate, patins, slackline, são acrescentadas no repertório dos esportes de aventura como complemento. Entendemos que a diversidade de movimento fará com que a inteligência corporal das crianças sejam desenvolvidas.
Denis Prado, formado em Educação Física, com pós graduação em Educação Física Escolar, tem trabalhado nos últimos 20 anos com esportes de aventuras em algumas escolas particulares de São Paulo, atualmente desenvolve o trabalho em 15 instituições de ensino, e acredita que os esportes de aventura deveriam estar em todas as Escolas.
Além de trabalhar os aspectos físicos, os esportes de aventura têm se mostrado uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento emocional e psicológico das crianças. “a tomada de decisão na Escalada, ou num Highline (slackline) é determinante para o sucesso de um aluno ou aluna”, afirma Denis.
Esse movimento das escolas em buscar esportes alternativos acompanha uma tendência internacional: a de uma educação física mais inclusiva e diversificada. A ideia é que cada aluno encontre uma modalidade com a qual se identifique, promovendo não só a saúde física, mas também a socialização, o trabalho em equipe e a autoestima. Que acontece muito nas aulas de bicicletas, levamos as bicicletas para a escola e ensinamos a andar sem as rodinhas auxiliares, a quantidade de crianças q aprendem a andar sem as rodinhas é muito grande, em todos os anos. E é um conhecimento que a criança leva para toda a vida
Nos últimos anos, o número de escolas que investem em paredes de escalada internas ou atividades extracurriculares ligadas a esportes de aventura cresceu de forma significativa, por isso a importância de conhecer especialista que trabalham com o aprendizado sem abrir mão da segurança. Os professores apontam que, além de atender um público que nem sempre encaixa se nos esportes coletivos tradicionais, modalidades como a skate podem ser adaptadas para diferentes faixas etárias e níveis de habilidade.
ESPORTE PARA TODOS OS PERFIS
Enquanto alguns alunos brilham nos esportes de equipe, outros encontram no parkour, pêndulo ou bicicleta um espaço seguro para se desenvolver individualmente. “É bonito ver como crianças que antes não participavam tanto das aulas de educação física se envolvem e se superam quando têm a chance de experimentar algo novo”, diz Patrícia, esposa que acompanha muitas das aulas.
Esse novo olhar para o esporte dentro das escolas reforça a importância de oferecer experiências variadas, respeitando o ritmo e as preferências de cada aluno.
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